terça-feira, 5 de agosto de 2014


é suposto ser assim a adolescência? querer estar junto e longe ao mesmo tempo? querer agarrar e largar quando a pessoa está quase a morrer? querer ir e ficar? será que é suposto ser assim, ou eu simplesmente estarei errada? tenho tantas perguntas a ecoarem na minha cabeça e eu estou tão perdida. eu quero tanto ficar sozinha mas com alguém. sabem aquele pequeno momento onde estão num multidão, toda a gente a rir e tu simplesmente quereres ir embora? estarei eu errada por querer dormir todos os dias? porque se estiver, eu não sei como o parar. eu estou tão cansada, estou a ser derrotada por saudades, por memórias e pelas inseguranças que todos um dia pediram para eu não as ter. preciso de chuva e café quente para me aquecerem a alma. preciso de tempo para mim, para ti, para nós, para todos. eu simplesmente preciso de algo que ainda não tenho e eu estou tão cansada (..)

quinta-feira, 24 de julho de 2014


estou demasiado cansada de fingir que não me importo, que não me magoa, ver-te todos os dias a sair de casa, alegre e feliz com a tua vida. como é que não sentes saudades, se eu estou a fazer de tudo para não me partir em pedaços sempre que me dizem o teu nome (..) como consegues viver depois de partilhares sete anos da tua vida comigo? não sentes nem um pouco de remorsos ou talvez, mas só talvez, as memórias não te assombram? estou constantemente a sentir falta de ti e isso magoa-me tanto, porque foste tu que erraste. deixaste-me e deixaste-nos e seguiste o teu caminho. e eu já caí tantas vezes depois disso e tu prometeste, tu prometeste que estarias cá. magoa demasiado sabias? mas não, tu não sabes, tu substituíste-me e substituíste-nos e não te importaste com isso. a vida muda, as opiniões mudam e nós acabamos por crescer mas agora, estou num poço, sem fim, onde a luz está longe e tu largaste-me, fugiste e foste pelo caminho mais fácil e (..) bolas! porquê logo tu?

domingo, 18 de maio de 2014


de repente voltei a encontrar um pouco de luz em mim, algo que pensei que tivesse perdido. voltei a encontrar alguém que me fizesse esquecer das horas, dos dias e dos meses. esperei por ti tantos anos e foi a melhor espera da minha vida. o teu sorriso, o teu cabelo despenteado, a tua gargalhada, a tua covinha, o teu cheiro, todos eles fazem-me apaixonar-me por ti todos os dias. será isto amor? porque se não for, eu não me importo, eu só não quero que isto acabe. é tão bom agora estar longe do meu passado e saber que todos merecem amores diferentes e lugares diferentes no nosso coração, e tu tens um. passei eu tantos anos a tentar fugir do meu passado sem nunca procurar um futuro, eu só queria deixar-me livre de novo ou sentir-me livre, e perdi tantos anos sem saber o que era estar agarrada a ti debaixo de mantas com um frio lá fora, sem saber o que era jogar contigo, sem saber o que era ver filmes contigo e adormecer a meio, sem saber o que era acordar e ver-te sorrir, sem saber o que era olhar para ti e mexer-te no cabelo (..)

sexta-feira, 9 de maio de 2014


nascemos para viver presos a alguém e quando esse nosso patamar é destruído o que acontece com todos os nossos ideais de família e vida? eles morrem juntamente com eles. andei ausente do mundo durante a maior parte da minha minha vida, andava a fugir de tudo o que me rodeava e agora que preciso de os enfrentar não sei fazer mais nada do que fugir deles. preciso de liberdade, de viver a vida e não sei como o fazer. precisava de ter histórias alucinantes para contar aos meus filhos e aos meus netos, tal como os meus fazem comigo. precisava de viver a vida e não fugir dela. ando cansada e perdi o jeito de escrever porque já nem sei o que é estar mal sem fingir que estou bem. reservava sempre este cantinho para mim, para desabafar, agora já nem isso o faço. em que fase da minha vida é que me perdi? onde é que me posso encontrar? já não me conheço e estou quase a desabar. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014


sinto-me tão perdida, a única pessoa que mais me mantém segura é a que é mais odiada. nunca fui boa em escolher pessoas e quando se está no fundo do poço é que realmente nos apercebemos com quem podemos contar, ninguém. o mundo é constituído por dois tipos de pessoas, pessoas como eu e pessoas egoístas. as pessoas como eu fazem tudo por alguém e as pessoas egoístas fazem tudo por si. estou tão farta de ser uma escrava humana, toda a gente me usa. eu já nem sei o que é ter opinião. toda a gente me julga por aquilo que faço mas todos fazem o mesmo. estou cansada de todos, sem excepções. preciso de ar fresco, espaço, preciso de me afastar do mundo mas o mundo prendem-me.
You and I collide

domingo, 16 de junho de 2013


antes de começar a escrever qualquer palavra sobre ti, as lágrimas já me escorrem pela cara. pior do que querer deixar-te para trás é tentar esquecer o futuro que criei para nós os dois. até à pouco tempo atrás nós mudávamos os mundo juntos, o que nos aconteceu? mas ignora-me, eu finjo que não me importo, já estou habituada a ser invisível às pessoas e ser sempre a ultima a esquecer-me delas. e apesar de nunca me sentir eu mesma, hoje em especial, quero fugir de mim mas eu não sei como o farei, portanto limito-me a escrever(-te). e é isto que acontece, tu deixas as pessoas entrar na tua vida, aos poucos e poucos dá-lhes um pouco de ti até que te destroem e não se preocupam minimamente no estado em que tu ficas. e por saber que nunca saberei a ultima vez que poderei falar contigo, tento explicar-te como é bom gostar de ti, ter a tua atenção e sonhar contigo. mas, depois oculto a parte de como é mau estar assim, a apaixonar-me por alguém como tu. uma parte de mim quer acreditar que tudo irá ficar bem, mas o plano era ser feliz desde o início e tu, infelizmente, não estas a ajudar. mas lembra-te que eu amo-te, lembra-te que eu realmente preocupo-me contigo, lembra-te que eu estou aqui para ti, lembra-te que não estás sozinho mas lembra-te que se eu algum dia desistir de ti, não me procures, porque quem sabe amar, também sabe odiar. 

sábado, 11 de maio de 2013


uma parte de mim acredita que tudo aquilo foi uma maneira delicada de te despedires de mim, de me dizeres adeus sem mencionares a palavra. mas outra parte de mim acredita que realmente nunca me quiseste dizer olá. é estranho, caminharmos juntos e acho que nem mesmo tu acreditaste que algum dia isso seria possível. estou com medo, medo de mim. como foi possível acreditar que alguém como tu poderia agarrar-me na mão enquanto caminhávamos, que seria a minha almofada à noite, que seria o motivo do meu sorriso. partilhei contigo a maior parte da minha vida e dás-me em troco um dia para te despedires de mim. preciso de chorar, mas não quero que tu, sejas a causa. conheci-te, mudaste-me e agora deixaste-me. incrível como todas as pessoas têm o pequeno hábito de fazerem o mesmo. eu não sei, mas precisava de um papel solto, para te escrever mil e uma vezes e rasgá-lo, para realmente perceber como te perdi, com as minhas mãos. tenho saudades tuas e todas as noites imagino-te ao meu lado, é tão estranho, principalmente porque nunca te toquei, mas dói, e dói muito, mas tu nunca irás saber. 

terça-feira, 7 de maio de 2013


perdi-me. perdemos-nos tantas vezes e na maioria das vezes em caminhos onde não nos sabemos encontrar, e o mais irónico é perdermos-nos com medo de nos perder. é como uma vela, acesa, a sua chama nunca pára, tal como nós. e isto torna-se tão bom e tão mau ao mesmo tempo, porque não basta só gostar de ti, eu preciso de cuidar de ti, mas como? chega a doer tanto, mas nunca sei porquê. são sempre as coisas impossíveis as que mais quero, mas nunca as tenho, mas eu só te queria a ti. a minha mãe tinha razão, nunca deveria ter tido tanta pressa para crescer, porque agora que cresci não sei lidar com este trémulo problema, que nunca pára. e fazendo tudo errado, tu tens um pouco de mim e eu um pouco de ti. e apesar de me odiar todos os dias, cada vez mais, poderias aprender a gostar de mim, assim como eu gosto de ti, porque dói deixar as pessoas sabias? 'até à um tempo atrás nós conseguíamos mudar o mundo, o que aconteceu com a nossa coragem?' 

terça-feira, 9 de abril de 2013


vou tentar ser breve, porque nunca sei o que escrever nestas alturas. é como se metade de mim deixasse de existir. e se soubesses o quanto teria desejado ter estado ai quando soubeste disto tudo, agarrado a tua mão e puder dizer 'seremos sempre as três mosqueteiras' e sabes? seremos mesmo. tu és tão forte miúda, tenho mesmo orgulho em ti. és das miúdas mais fortes que conheço e se eu estivesse na tua posição estaria a arrastar-me pelo chão, mas tu não, estás sempre de cabeça erguida. tenho os olhos tão inchados, vermelhos e cheios de pequenas irritações. estou quase a escrever-te de olhos fechados e todas estas palavras estão a ser escritas cheias de àgua salgada. a minha cara está molhada e os meus olhos completamente inundados. vou-me despedir de ti com um, tu és forte miúda. 

domingo, 7 de abril de 2013


é como se passado este tempo todo continuasse a mesma frágil de sempre. uma menina de ferro durante o dia e à noite um vidro todo partido, pedindo por ajuda às paredes. é um ritual comum em todos os anos da minha vida, tão comum que voltei à estaca zero. por minha conta, apenas. é triste eu olhar-te com sentimentos e tu falares-me com palavras e mais triste é eu saber que podias desejar muitas outras, menos eu. eu não sei mas acho que todos os dias vagueio e vagueio e eu só gostava de vaguear uma vez por dia pela tua mente. o que é que me fizeste? eu pensava que ao inicio era apenas uma diversão, mas e agora, estou doente e sem cura. tu és como um medicamento, em vez de me pores melhor, só me pões mais doente. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


eu não estou cansada. são estas quatro palavras que todos os dias me fazem acordar da cama, mesmo sabendo que estou a mentir, um pouco do meu sub-consciente reflecte sobre isso e, automaticamente se levanta. levanto-me tão rápido que há dias que acordo com tonturas. chega a ser pior do que ser queimada todos os dias, pois sou consumida por uma mentira que eu própria me mentalizei. quando é que este fardo vai sair de cima de mim? acho que sou demasiado nova para me intitular de mulher e eu própria tenho medo de enfrentar a vida, sozinha. quero sair daqui, deixar todos para trás, todos aqueles que um dia me atiraram pedras enquanto estava a tentar caminhar sobre o rio, todos aqueles que se riram das minhas quedas, quero sair daqui e encontrar pessoas que iram desempenhar o mesmo papel, mas dessa vez eu estarei diferente. quero acordar de manhã e repetir para mim mesma, tu não estas cansada e dessa vez não estar a mentir para mim mesma.

domingo, 27 de janeiro de 2013


é como se quisesse ser apanhada, mas ninguém me quisesse apanhar. é como se visse todos os outros a seguirem os seus caminhos e eu ser deixada para trás. porque já não chega ser simpática ou atenciosa, tem de se ser perfeita. é como se estivéssemos no meio da rua, ao frio e à medida que alguém passasse por ti, te despisse. é um livro meio aberto, meio fechado, sem aparente inicio ou fim. é como se eu continuasse à tua espera mas tu nunca viesses. às vezes fecho os meus olhos e por momentos os flashbacks voltam, e isso dói sabias? é pior do que sentir pela primeira vez a água fria do mar, num dia de Verão. é caminhar constantemente em pedras cheias de musgo, aquele que te faz escorregar, e tu cais, mas levantaste demasiado rápido para assimilares a ideia de dor. é continuar a sobreviver sem motivo, sem objectivo. é como se quando algo de bom acontecesse, outra piorasse, e assim sucessivamente, mas dá-se mais impacto a uma ferida do que a um sorriso. por tudo isto e muito mais, escrevo todos os dias no meu braço, não esperes nada de ninguém, marta.

domingo, 30 de dezembro de 2012


'planear o futuro' foi a primeira frase que quis dar-te, futuro, o meu futuro. todos os dias acordo com a sensação que durante uns segundos dos meus sonhos estive ai, e por vezes chego mesmo a acreditar que sim. ruas cheias de pessoas, um quarto para mim e uma vida sem pais. quem diria que nasci protegida e vou ficar desprotegida em breve. uma nova língua, um novo rumo, novas pessoas, mas nunca sozinha, porque as memórias levo-as sempre comigo e elas acompanham-me todas as noites, quando me sinto só. mas sinceramente, escrevo para me aliviar, para me julgar deste ano, cheio de lágrimas mas ao mesmo tempo sorrisos. cheia de caminhos e ventos passageiros. talvez até tenha sido um bom ano, afinal de contas nem eu própria consigo saber se foi ou não. escrevi muitas vezes aqui enquanto passava noites em branco, ou dias a olhar para cima para não chorar. mas já chorei de tanto rir e cresci de tanto cair. mas caracterizo o meu ano como um caminho, errado ou não, mas que me levará ao futuro, ao meu futuro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


está gelado o porto, eu própria às vezes não consigo sair dele, embarcar à procura de novas ilhas. escondo-me entre os pequenos arbustos que este inverno deixou, e sem leite e café para me aquecerem a minha janela embaciou. estou iluminada por uma vela azul, que por sinal cheira a oceano, cheira a ti. perdida nos meus espalhados desejos encontro-me vazia. geralmente, nesta altura devia estar a sorrir ao olhar para ti, devia estar a mandar-te fotos de mim sozinha no sofá com um pacote de pipocas na mão à espera que viesses, mas não estou. a lua hoje está linda, o céu está preto e tu não estás aqui. apoderei-me de vícios estúpidos para me sentir útil e à noite arrependo-me de alguns, mas o meu barco continua na mesma corrente, e apesar de estar cheio de pequeninos furos nunca parou de remar. está frio, e tenho nariz vermelho de tanto me assoar. há dias que me falta papel para me limpar as lágrimas, noutros nem sei o que isso significa, e outros escrevo para ti. hoje estou a escrever, mas não é para ti, deixei de o fazer aqui, tenho medo que descubram a minha dor e que percebam o porquê das minhas lágrimas, sem eu própria descobrir primeiro. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


o nosso amor nunca foi eterno e ambos sabíamos disso, nunca foi o carinho que se dá a um cão mas também nunca foi o desprezo que se dá a uma folha de outono. hoje, enquanto estava a ouvir música, passei pelo o nosso primeiro lugar, fascinante, há anos que passo por aquela rua e nunca me tinha fascinado tanto com aquele sitio, mas agora é lindo, consigo encontrar beleza em qualquer passeio mal feito, ou na ferrugem dos ferros que lá estão, e pequenas memórias inundaram-me a memória. milhares de sorrisinhos contagiantes reflectiram-se na minha cara, e por uns segundos senti-me novamente apaixonada, e ao reviver tudo aquilo que passámos, quis sair do carro e ir apreciar a rua mais de perto. sei que estas bem, e em parte eu estou também. segui com a minha vida, e infelizmente rasguei o nosso caderno, tive de o fazer, desculpa. por vezes tenho saudades tuas, ou saudades do teu amor, por vezes tenho dúvidas, mas sei que estás bem entregue, porque agora ultrapassei-te e sei que aquilo que me resta de ti, é apenas um carinho do meu primeiro amor, enfim, tenho saudades de ser o teu barco, e tu o meu oceano.