domingo, 5 de junho de 2011


« as estrelas brilhavam, o barulho que vagueava a minha alma era assustador e a adrenalina que me corria nas veias era apenas porque te ia beijar. eu vi-te, eu tentei tocar-te como naquelas tardes de primavera, eu tentei beijar-te, mas apenas via o vento a passar-me entre os dedos,  a perder cada vez mais a tua atenção e a ganhar, a cada minuto que passava, as lágrimas nos olhos. tu não te importaste, talvez nem reparaste as lágrimas que se apoderavam-se de mim. eu afastei-me pois o ambiente estava-se a tornar aterrador. eu afastei-me de ti, de mim, de nós. eu fechei os olhos e disse que seria a última vez que iria chorar, pelo menos naquela importante noite. eu fiz-me de forte, talvez como nunca me tinha feito, eu enxaguei as lágrimas, que de um momento para o outro se tornavam mais fortes, e limitei-me a manter o silêncio da minha mágoa. aproximei-me de mim, não de ti e sorri, talvez o sorriso mais falso que tiverá, mas o sorriso que alegrou todos. eu mantive-me forte, talvez porque fui obrigada a fazê-lo, mas nem mesmo no silêncio do meu quarto as minhas forças desvaneceram-se. »

2 comentários: