terça-feira, 14 de junho de 2011




eu continuou a chorar á noite, ao ouvir as nossas músicas. as lágrimas caiem-me pela cara, sem eu ter qualquer tipo de controlo sobre elas. a noite é talvez agora o meu inimigo. eu tenho medo de mim, do meu quarto e da noite. eu queria simplesmente apagar aquela imagem que me continua a assombrar. eu queria apagar aquela noite da minha cabeça.  eu apenas queria chegar á cama e adormecer. eu queria que tudo não passasse de um pesadelo. sabes o que mais magoa, é saber que já nada irá voltar ao nosso antes, por minha culpa. que nada vai voltar a ser perfeito, como tudo era, que nada vai voltar a ser a amizade que eu tanto me orgulhava, por tu fazeres parte dela e porque nós juntamos éramos perfeitas. nada nem ninguém nos separava, agora nós sozinhas separamo-nos. eu continuo-me a odiar. eu continuo a desejar a morte. eu continuo aqui, sem quais queres  reflexos, e indefesa a qualquer tipo de afecto. eu continuo a ser a culpada disto, eu continuarei a carregar a culpa que tanto me afoga. eu continuo a ter medo de mim. eu continuarei a lutar por nós, mesmo que o fim seja o mais próximo. eu continuarei a orgulhar-me do que vivemos e daquilo que lutaste por mim. eu continuo a dizer que mereces melhor, que nunca retribui aquilo que me deste e que sempre serás a melhor de todas elas e que com todos os teus defeitos serás sempre a princesinha que eu sempre procurei. desculpa se não te dou o valor que mereces, desculpa se só faço merda, desculpa por tudo aquilo que eu te devia dar e nunca te dei. desculpa por nunca ter sido um exemplo a seguir, desculpa piquenina (..) obrigada por tudo o que me deste e no futuro iras-me dar, obrigada por seres uma verdadeira melhor amiga, amo-te mulher da minha vida. não desde sempre, nem para sempre, mas até ao nosso fim.

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