terça-feira, 23 de agosto de 2011


hoje deparo-me com a almofada húmida e o peluche com o meu cheiro. com a minha cama remexida e ao olhar a noite toda para ela, a força de cada lágrima era maior do que a anterior. as forças iam-se desvanecendo, admito que senti medo de mim mesma e do silêncio incomodativo que me rodeava e sabes tu melhor do que ninguém o quanto gosto de estar sozinha, admito que adormeci, admito também estar bastante tempo a pensar em ti, queria telefonar-te e dizer-te o que sentia naquele momento e saber que irias receber-me com todo o teu orgulho, independentemente das horas que fossem. queria ouvir a tua voz, para me acalmar e tirar partido das palavras que me irias dizer. não o fiz, pois achei que não te iria dizer aquilo que me ocorria naquele momento pela cabeça. passei a maior parte da noite na rua, a olhar para o céu e a limpar as lágrimas que me caiam pela cara. eu posso dizer-te o que sentia, mas ninguém, melhor do que eu sabe o que eu senti naquele momento. eu queria fugir das minhas responsabilidades, fugir de mim mesma. queria ter acordado de manhã com um sorriso na cara e não com medo de enfrentar o dia. queria simplesmente que entendesses o quanto eu estou magoada, não só por seres tu, mas porque somos um nós. amo-te para sempre, independentemente de um dia não sermos nada.

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