sábado, 19 de novembro de 2011


mesmo depois de tudo, continuas a ter um efeito muito estranho sobre mim. continuas a fazer com que derrame lagrimas, durante horas. e sei que agora, sobrevivo e que ainda esboço um sorriso, por mais falso que seja. mas que logo, quando desligar a luz, vou ter de enfrentar tudo denovo, vou ter de me lembrar da forma como falavas de nós, da forma como me abraças, aliás a diferença do teu toque, a forma como me sorrias (..) sim, não te vou mentir, ainda choro por ti, não diariamente, talvez por estar demasiada cansada, mas sim, continuo a chorar, e por momentos deixo-me levar pelos pensamentos que me invadem a mente, e as lembranças que por vezes são relembradas. lembraste da praia? lembraste das noites? lembraste da nossa cadela,  alias a cadela que foi nossa. lembraste de todas as lágrimas? de todos os sorrisos? de todas os segredos? de todos os filmes? de todos os dias nas compras? de todos os desabafos? de todas as vezes em que corri para ti, apenas porque só contigo é que me sentia bem? de todas as horas ao telemovel, a falar do mesmo, sem nos casarmos? lembraste de todos os sonhos? de todas as conversas? sim eu lembro-me de tudo, e se quiseres eu lembro-te a ti também, a ti e a nós. não vou chorar mais, porque depois de tudo, resumiu-se a um nada. custa-me ouvir-te falar de nós, custa-me falar de ti, talvez por doer, por ter saudades, e porque sei que vou chorar, custa-me olhar para trás, portanto baseio-me no presente. custa-me ter de te enfrentar todos os dias e não ter nada confortante para te dizer. acredita, posso ter errado mas tu também erraste na nossa relação. eu fiz o meu melhor e espero que tu também o tenhas feito. e acredita, agora o que eu mais queria era estar contigo, neste momento e abraçar-te como em todas as outras vezes, em que os nossos olhares se cruzavam com tantas palavras por dizer. eu continuo a amar-te, talvez mais do que na primeira vez. desculpa por todas as minhas indecisões, por todas as minhas palavras e por todas as vezes em que errei contigo. um dia, vou-te dizer tudo isto e no final vou pedir para ficares, para nao ires, porque eu preciso de ti, tal como tu precisas de mim.

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