segunda-feira, 28 de novembro de 2011


perdi-te e agora que nada me resta teu, as lágrimas correm-me pela cara . eu juro que tento pará-las . juro que foram demasiadas as vezes que as minhas mãos vão ao encontro delas  para as limpar, e foram tantas as vezes que eu já perdi a conta . eu juro-te que de manhã sorrio a toda a gente, que tento fingir que nada me afectou e visto de fora até parece que eu é que fui a magoada . mas como te disse ambos saímos magoados, e que eu sou a fraca e tu o forte da situação, tu que não tens motivos nenhuns para o seres . mereces um aplauso meu, de pé .  consegues suportar tudo e consegues seguir . consegues sorrir, durante o dia e á noite . consegues por o teu orgulho de parte, coisa que eu tão cedo não seria capaz de o fazer . e agora, o meu corpo encontra-se cansado, demasiado cansado para lutar contra as insónias das noites que passei em branco, a pensar em ti, e por mais que me custe, os meus olhos acabam por se fechar, deixando a minha ferida, a ferida que eu criei, aberta, durante toda a noite, na esperança que no outro pôr do sol, já esteja sarada . mas mais uma vez iludo-me e fico com a esperança que no dia a seguir, a ferida se cure, esperando que tudo passe, até a mais infinita saudade do teu ser .


1 comentário:

  1. vais conseguir superar isto tudo martinha . tens o meu apoio para tudo pequena <3

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