quarta-feira, 18 de janeiro de 2012



foi naquela noite, em baixo das estrelas, em que apenas o nosso calor fazia reflectir tudo aquilo que nos unia. foram as palavras, os gestos e a forma como a luz dos candeeiros, que nos rodeavam, transpareciam a tua cara. foi a forma como me olhavas, a forma como tocavas no meu nome, e nas minhas curvas. a forma como me elogiavas, ignorando a maior parte de mim e fixando os meus lábios. foi a única forma que tive para te dizer o quanto senti a tua ausência, o quanto me foste fazendo falta ao longo dos meses, que todas as noites se tornavam em anos, foi a única forma que pude, para te dizer o quanto te amo, ou o quanto este sentimento prevalece. e foi assim, que acordei no meio do meu sonho, esperando que este medo ultrapasse o nosso castelo, esperando por marés calmas, por céus sem nuvens e por dias sem ventos. foi assim que ultrapassei a noite, pensando novamente no dia de amanhã e vivendo com este medo do amanhã nunca ser o certo, e o presente ser o mais incerto. de estar a ultrapassar limites, e nunca recorrer ás regras do jogo que construimos. fechei-me nesta caixa, apenas com medo de me aventurar demais. preveni o meu silêncio e escolhi demasiado as minhas palavras. recorri a gestos e foram poucos os tempos em que estive só. acordei do sonho em que fui posta, esperando viver de novo outro conto, contigo.
                                                                                       
                                                                                                                                                  (inventado.)

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