terça-feira, 3 de janeiro de 2012


já passaram dez meses, ainda hoje os contei, e continuo vazia. tornaste-te um simples conhecido, uma história esquecida. tudo o que construimos foi desvanecendo ao longo do tic-tac repentino do relógio. a tua memória foi desprezando o meu cheiro, o meu toque, ou então foi substituído, ou abandonado numa esquina da tua memória. hoje sei como estás, aliás o que tu mostras do teu magnifico ser, esse rapaz tão arrogante, mas ao mesmo tempo tão homem. um rapaz que sempre me pôs á frente de tudo, que se preocupava comigo e que tornava sempre o seu toque, sensível aos meus olhos. foi ontem que te vi, que te toquei pela primeira vez, que te mexi no cabelo e que te mordi os lábios. foi ontem que te encontrei naquele campo seco, em que apenas a brisa do vento movimentava o teu casaco verde, e os meus caracóis castanhos, e foi aquele ambiente que me conquistou. aquele olhar de menino abandonado, entre as pequenas ervas que nos rodeavam, e a tua voz doce e ao mesmo tempo confortante. e esta saudade que já não cabe no meu coração está-me a destruir, está-me a tornar cada vez mais fraca e sem ti, sinto-me incompleta. abandonaste-me no meio da multidão, não me deixaste nenhum mapa e deixaste-me a ser guiada pelo nosso vento, pelo vento que me conquistou. nunca irei esquecer deste amor impossível que nos conquistou, mas que a ti, pelos vistos, te abandonou.

1 comentário:

  1. eu demorei muito a publicar esta parte da historia pois estive ausente do blog e não sabia se deveria continuar, agora vou tentar não demorar tanto, apesar de não poder prometer pois não tenho estado muito no blog, e obrigada pela opinião e pelo elogio :)

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