quinta-feira, 26 de janeiro de 2012



nada dura, nem mesmo esta dor oculta, ou esta dor que pretendo esconder todos os dias, até mesmo quando me encontro só, apenas para ter a certeza que ela não ficará as restantes horas. nada dura, nem estas lágrimas, nem os sorrisos que me criaste, até mesmo a nossa história. sinceramente, habituei-me a nunca te ter. habituei-me a perder-te quando mais precisava. habituei-me a guardar-me numa caixa e todas as noites, sair dela, perante o silêncio da noite e o escuro do meu quarto. e da mesma forma que me habituei a tudo isto, habituarei-me a viver sem ti. decorei o teu cheiro, a forma como me beijavas, o teu delicado toque e a forma como pronunciavas as nossas alcunhas, decorei-as e ficarão sempre comigo. e já de nada adianta falar de algo que passámos, de algo que agora apenas ficará relatado nas folhas do meu diário. já não adianta dizer que foste o meu único eleito, o meu único verdadeiro amor. e hoje, conto pelos dedos as vezes que me despedi realmente de alguém e tu, não és um desses. parei de chorar ontem, pelas duas da manhã. lembro-me de pensar uma ultima vez em ti, de olhar para o telemóvel e saber que tinha uma mão cheia de contactos para falar, mas preferi ficar ali. mentalizei-me da diferença do nosso amor, da diferença das horas e dos nossos pensamentos. mentalizei-me que teria de enfrentá-lo novamente, enfrentar esta história e caminhar sozinha e tornar-te passado, enquanto sonhava ter-te como meu futuro. vou caminhar em direcção á rua contrária á nossa, e desta vez, sem estar a segurar as tuas mãos. amo-te, tanto.

1 comentário:

  1. estarei sempre aqui para ti , sabes disso .
    também sei que o irás ultrapassar , amo - te

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