quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


o vento batia-lhe na cara. as pedras da calçada estava demasiado frias e eram demasiado ásperas para ela se deitar ali. a chuva caía lentamente, consoante os segundos do seu relógio. as lágrimas secavam, pois a noite era escura e nada que permanecesse durante horas imóvel naquele lugar, estaria quente, mas mesmo assim, ela continuou. caminhava rua a cima, rua abaixo, apenas na esperança que ele descesse e que pudesse explicar o porquê. ao fim de uma noite ao relento e após ser acordada pelo sol, e aquecida pelas folhas de Outono, já nada a fazia esperar. o céu estava limpo, as nuvens eram brancas e o cinzento da noite passada, tinha desaparecido. ela olhou uma ultima vez para a janela que tanto a fez esperar. as ultimas lágrimas que ela deitou, foi junto ao banco do primeiro beijo deles. ela sabia que já não poderia fazer nada, pois tudo o que fez, nem ele deu valor. caminhou em direcção contrária á da rua, as suas mãos tremiam, mas o seu único pensamento era que se foi verdadeiro, ele voltava.

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