domingo, 29 de janeiro de 2012




olhei para o sol, logo pela manhã. estava a brilhar e eu, sorri para ele. levantei-me várias vezes naquela noite, fazendo sempre o mesmo caminho. a cama estava gelada, os meus dedos estavam dormentes e o meu telemóvel não parava de piscar, mas pouco me interessava, sabia que nenhuma daquelas mensagens era tua. perdi a esperança. acordei, olhei para o relógio, os dígitos eram vermelhos e eu, fiquei perplexa a olhar para eles. caminho sem qualquer direcção, e na maior parte das vezes minto a mim mesma, ao dizer que estou bem, não só porque eu própria quero acreditar nesta mentira, mas porque é o melhor para todos. prometi a mim mesma parar de escrever por ti, mas não consigo, preciso de explicar o que sinto, visto que não quero falar com mais ninguém. eu não quero respostas nem mais perguntas, pois todas aquelas que eu tenho, chegam-me. não desisti de mim, mas pouco falta. e o problema foi que depositei sonhos demasiados grandes, numa pessoa tão pequena como tu. e já não me encontro no cais, como prometi que ficaria, estou na cidade, á procura de outro local, para um outro amor, e por isso, uma nova vida, meu sol.

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