quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


quando era pequena, ansiava todos os anos por este dia, lembro-me perfeitamente de acordar a chorar de tanta alegria, e de correr em direcção aos braços da minha mãe á espera de um pequeno beijo e um bom dia especial. repetia esta rotina todos os anos, até que se tornou cada vez mais natural, este hábito que se foi tornando indiferente aos meus olhos. hoje, as lágrimas caem e ainda não percebo se é de medo, ou de me sentir infeliz. nunca dei grande importancia a esta data, porque sempre que me iludo demais, as coisas correm mal e foi o que aconteceu. acreditei em palavras do passado, acreditei em acções futuras e promessedoras, acreditei em pessoas que talvez, nunca deveriam ter a minha confiança. manter um sorriso, neste dia, tornou-se o meu pior pesadelo. ter de fingir que estava a adorar tudo o que fizeram por mim, com esforço, tornou-se o meu café da noite e o meu despertador de todas as manhãs. tive de caminhar sozinha e hoje, não te ter ao meu lado, foi pior do que caminhar neste caminho duro. foi fria a tarde, senti-me sozinha e nua. precisava de ti, para me animares e perceberes que não estava bem, estava apenas a mentir. precisei tanto de ti, minha irmã. por enquanto, limito-me a referir a frase dita hoje, por toda a gente, 'parabéns marta', logo, parabéns a mim.

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