terça-feira, 10 de abril de 2012

memórias guardadas*


são agora dez da noite, as luzes por aqui estão a falhar, deve ser da pequena tempestade de previram. deves estar com frio, enquanto eu desfruto de um café forte para me manter acordada. esta rotina tem me esgotado e por mais, que novas pessoas entrem na minha vida, deixarei sempre um livro em branco para escrever para ti. tentei tantas vezes, pegar numa caneta, escrever o quanto me fazes falta, desse teu sorriso que me contagia, aliás me contagiava. o tempo é sagrado, disseram-me, mas até agora, não consigo curar este vazio que se prolonga comigo. sarei muitas feridas, mas estou incapacitada para curar esta. por mais que tenham sido poucas as vezes que tenha estado contigo, lembro-me do quanto é agradável sentir-me envolvida pelas tuas mãos frias, ouvir essa tua voz de criança, esses lábios a soletrarem o meu nome. eras meu, para sempre. e eu, seria, apesar de tudo, sempre tua. eras o meu porto de abrigo, a minha mensagem de maior conforto, o meu pior medo. deixaste-me cair, em cima de ti, aparaste a minha queda, deixando-te ferir todos os dias, apenas para me manteres a sorrir e, contudo o que fizemos, tenho um amo-te, em segredo, para tu guardares. guardas-o para mim? como sempre conseguiste guardar o meu coração? desculpa se te feri durante o tempo que tivemos juntos, durante as noites em que sorrias para mim e eu limitava a esconder-me por trás das minhas ridículas mãos. guardas todos os sorrisos que me fizeste criar para encarar a vida? e as noites que me mantiveste acordada para ouvir o som da tua voz? e os telefonemas lembraste? deixei de chorar, tornei-me forte, como sempre me ensinaste (..) a vida é um jogo, com bons e maus jogadores, desculpa pela minha má estratégia e pela minha má previsão do futuro. bonequinho, 31. 

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