terça-feira, 1 de maio de 2012


de tanto caminhar, doem-me os pés. doí-me os olhos de tantas as vezes que permaneci em pleno silêncio, esperando que a noite chegasse rápido para ganhar o grande conforto que sempre desejei, da minha almofada. tornou-se sufocante alterar a rotina dos meus dias e encarar todos os outros com um simples sorriso. pergunto-me todos os dias se sou eu que finjo muito bem, ou se realmente as pessoas não me conhecem. trilhos, atalhos, conheço-os de cor. de tantos caminhos que construí pergunto-me se ainda são capazes de existir mais. busco por flores amarelas, num bairro pouco povoado. procuro por amor sincero, palavras sentidas e um coração disposto a receber-me, aceitando-me como sou. procuro conforto, o conforto que não recebo á muito. procuro a felicidade que acabou por me escapar pelas mãos. encontro-me devido a sorrisos que persigo, esperando que talvez seja a minha vez de sorrir também e ai deparo-me no chão do meu quarto, com uma pequena  lágrima nos olhos, olhando para o relógio e deparando-me com aqueles alucinantes números '03:00'. levanto-me, volto a deitar-me na cama e espero que, de novo, o sono me encontre, pelo menos sei que durante aquelas horas estarei a sorrir verdadeiramente, nem que sei em simples sonhos.

Sem comentários:

Enviar um comentário