quarta-feira, 26 de setembro de 2012


caminhavas lentamente, com um objectivo justo, e sem falhas. o teu cabelo estava cheio de gel, pude observa-lo. estas com mais curvas, mais robusto, mais alto. o teu sorriso continua igual, encanta-me, sempre que olho para ele. a tua voz já não é desconhecida, como no inicio, tornou-se como andar de bicicleta, nunca se esquece. ia jurar que as ouvia a rir, mas estava demasiada atenta a certos traços teus, à tua gargalhada e ai ela chama-me demasiadas vezes à atenção, preocupa-se comigo e eu por vezes minto, respondendo que apenas limito-me a observa-te, mas não, eu perseguia-te com os olhos, decorava os teus passos e ria-me das tuas atitudes, sozinha. lembrava-me dos nossos tempos, do teu toque e daquilo que eras, e naquilo que te tornaste. no fundo sei que isso é só uma capa, e que, eu, melhor que ninguém sei o guerreiro que eras. elas gozaram-te milhares de vezes, e se soubesses o quanto enervada estava. as minhas mãos tremiam, não aguentavam a taça de gelado de caramelo. contia-me para não chorar, até que fui seguir-te novamente, seguir os nossos ténis, as tuas calças rasgadas no meio das pernas, o teu casaco velho e usado, e por fim, o teu sorriso, e aí encontrei-te. decorei a tua figura, e imaginei o teu cheiro, imaginei os tempos em que eras meu.

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