segunda-feira, 24 de setembro de 2012


plantou-se uma árvore, estava cheia de folhas e regavam-na todos os dias, alegres e contentes, com um sorriso estampado na cara. aos poucos deixou-se de a regar, observavam-na apenas pela janela e por vezes pensavam, se mais alguém cuidaria dela, se mais alguém era capaz de acordar a meio da noite para agarrar-se a ela e contar-lhe todos os segredos. hoje, limitam-se a apanhar as folhas secas que todos os dias caem, por vezes tentam rega-la, mas ela já não suga a água, pensa-se que está magoada, ou talvez esteja a morrer. de quem foi a culpa? não se sabe, ou talvez até se saiba, o tempo, talvez esse tenha sido o culpado de tudo, por deixar passar as horas e não dar oportunidade à árvore de se queixar, mas chega-se a pensar que em breve as raízes deixaram de se cruzar, o seu crescimento mudou-a, e talvez seja por isso que agora, eu já não tenha folhas, apenas os ramos, secos e por vezes, húmidos. 

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