terça-feira, 9 de outubro de 2012


respirei fundo, guardei a minha raiva neste meu pequeno grande papel amachucado, cá dentro, que batia forte por sentir a tua respiração, por ver os teus olhos a cruzarem-se com os meus, por observar o teu sorriso estranhamente lindo e por, infelizmente, presenciar a tua ausência. mil e umas memorias passaram-me pela cabeça, e as minhas esperanças desapareceram. fechei os olhos, virei a cara e observei o tempo que estava, estava frio, o céu estava fechado e não tinha visto ainda o sol. voltei a fecha-los, a mentalizar-me que todo aquele carinho que me davas deixaria de ser meu, que todos os retratos teus nos meus sonhos deixariam de fazer parte das minhas noites, que iria deixar de sentir as tuas mãos gigantes, os teus abraços de urso, o contorno dos teus olhos castanhos, o teu calor junto ao meu (..) tu avançaste e eu sem saber, continuo à espera de ti.

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