domingo, 25 de novembro de 2012


dinheiro na mão, três malas no fim do corredor. estava na minha hora. o meu telemóvel estava a piscar, em cima da mesa de cabeceira, os meus olhos estavam vidrados e inchados da noite passada, dormi três horas e dessas horas a minha consciência estava demasiado pesada para se puder dizer que dormi bem. desbloqueei o telemóvel e lembro-me das quantidades de mensagens e chamadas que tinha, nenhuma delas me chamou atenção, somente aquela que não estava lá. engoli em seco o choro. despedi-me dos meus pais, que estavam unidos por lágrimas. cheguei ao aeroporto e lembro-me que queria ouvir a tua voz, saber que irias ficar bem cá, sem mim. mas não consegui fazê-lo. escondi o meu sofrimento de todos. entrei no avião, com o bilhete e o passaporte na mão, e fiquei alguns minutos a olhar para a senhora. perguntava-me milhares de vezes se realmente o queria fazer, e se tu não poderias ter vindo comigo, mas preferiste ficar, e eu aceitei. entre no avião, estava quente naquele dia, e eu estava fria, e sem ti. passei as duas horas de voo a chorar, e a prometer-me a mim mesma que quando chegasse a Londres, iria-te ligar, e assim o fez, e foi aí, quando te ouvi a chorar, que acordei do meu sonho.

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