domingo, 27 de janeiro de 2013


é como se quisesse ser apanhada, mas ninguém me quisesse apanhar. é como se visse todos os outros a seguirem os seus caminhos e eu ser deixada para trás. porque já não chega ser simpática ou atenciosa, tem de se ser perfeita. é como se estivéssemos no meio da rua, ao frio e à medida que alguém passasse por ti, te despisse. é um livro meio aberto, meio fechado, sem aparente inicio ou fim. é como se eu continuasse à tua espera mas tu nunca viesses. às vezes fecho os meus olhos e por momentos os flashbacks voltam, e isso dói sabias? é pior do que sentir pela primeira vez a água fria do mar, num dia de Verão. é caminhar constantemente em pedras cheias de musgo, aquele que te faz escorregar, e tu cais, mas levantaste demasiado rápido para assimilares a ideia de dor. é continuar a sobreviver sem motivo, sem objectivo. é como se quando algo de bom acontecesse, outra piorasse, e assim sucessivamente, mas dá-se mais impacto a uma ferida do que a um sorriso. por tudo isto e muito mais, escrevo todos os dias no meu braço, não esperes nada de ninguém, marta.

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